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Adriano Quadrado



Parceiros do espaço

Psicografias



Todos os direitos reservados
ISBN: 9781370982790



Por que parceiros do espaço?



Dizem que o médium inconsciente – aquele que a gente poderia chamar, brincando, de “médium raiz” – está em extinção.

Aquele médium tradicional, que era quase uma marionete na mão da espiritualidade, hoje em dia está cada vez mais difícil de se encontrar nos centros espíritas, sejam kardecistas, umbandistas ou de qualquer outra linha.

Hoje, quase todos os médiuns são conscientes ou semiconscientes – ou seja, estão ali, com suas mentes presentes, na hora da incorporação, da psicografia, do passe espírita.

Por que a mudança? Difícil dizer. Mas me parece que a espiritualidade, agora, aposta numa relação menos espetacular e mais consciente, num intercâmbio mais cotidiano e pé no chão entre encarnados e desencarnados.

A melhor metáfora que eu já ouvi sobre o intercâmbio mediúnico nos moldes atuais é a do café com leite.

Café com leite é uma bebida inteiramente nova, formada a partir dos dois ingredientes.

Não é só café (o médium, digamos), nem é só o leite (o espírito). Mas é a mistura indissociável dessas duas consciências, desses dois sabores, que faz a intercâmbio mediúnico atual.

O que isso quer dizer? Que hoje você não encontrará mais o leite puro da consciência espiritual, antes comum nos médiuns inconscientes. Você sempre terá o gostinho do café (a personalidade do médium) na comunicação espírita.

No jargão espírita, a interferência do médium na comunicação é chamada de “animismo”.

O animismo pode até ser total, chegando ao que poderíamos chamar de charlatanismo ou autoengano. Mas normalmente o que há é um animismo parcial: é aquele inevitável “gostinho do café” que a gente encontra na comunicação espírita.

Esse animismo parcial não invalida a comunicação espiritual, apenas temos que entender que ali existe o tempero, o “jeitão” do médium nas mensagens transmitidas.

Ali, tudo o que é comunicado passa necessariamente pelo filtro do médium, sua linguagem, sua cultura, suas capacidades e limitações.

O papel do animismo é evidente na chamada mediunidade intuitiva, esta que é a mais comum hoje em dia.

No caso da psicografia, por exemplo, o médium intuitivo não tem sua mão aparentemente tomada por um espírito, como acontecia na mediunidade inconsciente. A conexão intuitiva acontece apenas no plano mental.

O espírito, então, sugere pensamentos e imagens, e o médium, a partir disso, tenta traduzir aquela influência a partir de suas próprias potencialidades, com suas próprias palavras, sem distinguir direito o que vem de fora e o que é conteúdo seu.

Ramatís dá um bom exemplo de como isso ocorre: um espírito quer transmitir a imagem de uma casa branca cercada de flores à beira de um caminho. E tem quatro médiuns para descrever a imagem: um poeta, um filósofo, um engenheiro e um sertanejo simples, sem educação formal.

Na mensagem psicografada por cada um deles, as diferenças seriam evidentes.

O poeta carregaria no lirismo, o engenheiro falaria sobre os detalhes arquitetônicos, o filósofo compararia a morada a um homem solitário e pensativo à beira do caminho, e o sertanejo faria um descrição simples da casa.

A mediunidade que encontramos hoje em dia, portanto, traz um desafio enorme para os candidatos a médiuns: o de lidar com suas próprias dúvidas a respeito daquilo que lhes é transmitido.

Como saber o que é animismo e o que vem do espírito, nessa mistura de café com leite? Será que é só um pingado amargo, com quase nada de leite? Ou antes ainda: será que existe mesmo algum leite nessa mistura ou eu estou só me enganando?

Não é nada fácil. Eu passei e passo por isso. Cheguei muitas vezes a desistir de escrever por achar que estava só anotando os meus próprios pensamentos.

No meu caso, o intercâmbio é altamente intuitivo. Se eu for um médium mesmo (olha aí a dúvida), sou do tipo que Kardec chamava de “médium inspirado”.

Diz ele no Livro dos Médiuns: os médiuns inspirados “formam uma variedade da mediunidade intuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma força oculta é aí muito menos sensível, por isso que, ao inspirado, ainda é mais difícil distinguir o pensamento próprio do que lhe é sugerido.”

Uma professora e dirigente espírita amiga minha, Regina Burin, uma vez me deu uma definição que tranquilizou o coração em relação ao que eu escrevia.

Ela chamou esse tipo de intercâmbio mediúnico de “mediunidade de parceria”, e foi daí que eu tirei o título deste livrinho.

Nessa parceria com as consciências do espaço, sou favorecido pela vibração criada pelos espíritos e consigo, então, colocar no papel, inspirado por eles, aquilo que já tenho como possibilidade dentro de mim.

É como se eles sugerissem um tema, digamos, e eu, então, passasse a discorrer sobre ele, imerso nas vibrações e na inspiração fornecida pelos espíritos.

Fiquei mais tranquilo sobre a quantidade de leite no meu café, e pude dar crédito à minha produção mediúnica, mesmo sem saber as quantidades que compõem essa mistura.

Este livrinho, assim, é a coleção das mensagens psicografadas por mim nos últimos três anos (2014-2017).

As psicografias foram anotadas em sessões mediúnicas, após “vibrações” no centro espírita e durante o Evangelho no Lar, na minha casa.

Aqui, incluí quase todas as mensagens por mim psicografadas nesse período, com exceção de uma ou outra com recado mais íntimo direcionado a mim ou a outra pessoa.

Quase não houve edição dos textos, apenas alguma correção de pontuação ou concordância verbal.

As mensagens, assim como me ocorrem durante a escrita, não são em nada diferentes do meu próprio pensamento.

Eu não escuto uma “voz”, minha mão não é carregada por uma presença invisível. Eu apenas vou anotando o fluxo do que me parecem ser meus próprios pensamentos, sem parar e sem julgar (na medida do possível).

Na maioria das vezes, percebo meu próprio vocabulário e temática por traz das psicografias, mas às vezes o resultado é surpreendente.

Há registros e vozes diferentes das minhas, e já aconteceu de eu escrever palavras das quais não conhecia o significado, tendo que ir procurar por ele no dicionário.

Nos textos, percebo o sotaque cristão kardecista, comum às comunicações que acontecem em centros espíritas. Dificilmente seria minha própria forma de expressão, já que tenho uma trajetória mais ecumênica.

São nesses detalhes que vejo a possibilidade de uma presença exterior à minha própria consciência. E eu diria que o conjunto de mensagens a seguir falam por si mesmo.

A maioria das mensagens vem assinada por nomes que me ocorreram ao final da psicografia, e aí é onde minhas dúvidas são maiores: será que eu estou inventando esses nomes?

Seja como for, eu anoto o que me vem à mente. Nomes simples, nomes “famosos”, apenas a inicial de um nome. Na menor parte dos casos, não há assinatura nenhuma, porque não me ocorreu nome para assinar.

O autor mais presente nas mensagens é alguém que assina apenas com a inicial “C.”, alguém que parece ocupar a função de mentor, pelo teor das mensagens que ele assina. Seu estilo, para mim, é perceptível, e eu sempre quase sempre sei que é ele desde o início da mensagem.

A dúvida, porém, nunca me abandona. São espíritos? São heterônimos, como no caso de Fernando Pessoa? O que são esses textos?

Eu não sei. Creio que não haja só café nessa mistura. Mas o quanto me veio de fora e o quanto há de animismo, sinceramente, eu não sei dizer.

Como disse Umberto Eco, “entre a intenção do autor e o propósito do intérprete, existe a intenção do texto”. Então, para resumir, eu diria que os textos valem por si, independentemente de quem seja o autor do que aqui se publica.

Por fim, gostaria de dedicar este livro aos amigos do centro espírita Morada do Espírito Santo, em especial à querida Dona Norma Cordeiro. A eles e a todos os que me ajudaram na caminhada, minha sincera gratidão.

Ao eventual leitor, espero que as mensagens tragam uma luzinha nestes tempos um tanto escuros em que vivemos.





Adriano Quadrado

Ribeirão Preto, novembro de 2017



1.



O jardineiro deve trabalhar, mas as flores se abrem no momento certo.

O trabalho ansioso, angustiado não apressa nem garante o resultado. Ao contrário, atrapalha a harmonia da flor.

O jardineiro trabalha bem quando se sabe instrumento, como as pás que ele maneja.

A flor fica por conta de Deus.



– Salomão

2.



O desenvolvimento espiritual é caminho para a felicidade. Ninguém escolhe a luz porque é uma obrigação, por ser dever que Deus nos impõe, pela moral que nos diz assim. Escolhemos a luz porque escolhemos ser felizes. É simples.

Há uma enormidade de aflição e dor que impusemos a nós mesmos, as mil loucuras e temores que moldaram as feições da nossa personalidade.

É preciso uma série imensa de más escolhas para abdicar da luz, que nada é senão a tranquila felicidade da integração do ser.

Estamos estilhaçados, iludidos, apegados aos espinhos que nos ferem. Crescer na luz de Deus é deixar toda a loucura para entrar na claridade do amor tranquilo.



– C.

3.



As florzinhas do caminho, já reparou nelas? Pequeninas, anônimas, esquecidas, e sempre embelezando o caminho sem nada pedir. Não reclamam atenção, mas enchem de cor e de uma vibração doce o caminho de quem passa distraído por elas.

Às vezes, a gente faz o bem querendo algo em troca, querendo atenção e respeito dos outros, pensando nos méritos a acumular. Assim, somos ervas daninhas. Não aprendemos com as florzinhas do caminho, que enchem de cor o mundo de Deus sem nenhuma exigência.

Ser simples, pequeno e belo é a lição a realizar nesta vida. Faz o que te cabe e segue em frente. Sê como a florzinha do caminho, irmão, é assim que se vive.



– A.

4.



Se fosse possível escutar os espíritos, eles lhes diriam sem cessar: “Não joguem esta vida fora como muitos de nós jogamos”.

A tristeza que se nos abate, o arrependimento de chegar naquilo que chamam de além, sem ter feito o que nos cabia, é muito intensa.

Os avisos nossos são sempre estes: “Aproveite a vida. O espírito é tudo o que existe, a vaidade das coisas do mundo serão a amargura do amanhã que já chega”.

Amigos, deixem de lado o que não importa, sigam com o foco no dia em que nos veremos do lado de cá, sem barreiras. A ilusão é forte, mas a fé é maior.

Lembrem-se do que dizemos. Todos os dias. Não se esqueçam!



– Tomé

5.



De vez que é possível saber o que se passa em incontáveis vidas, não se sabe, porém, o que se passa ao seu redor. Se a atração pela luz se torna apequenada pelas imperfeições, o que cabe é voltar mais uma vez à luta.

Se soubéssemos das oportunidades, não reclamaríamos, posto que reclamar de nada vale, nem ajuda a encontrar caminhos perdidos.

Caminhos novos não cansam de surgir. Caminhar é sempre bom. A disposição para enfrentar o caminho não falta sob o ruído do desânimo.

Tantas vezes dizemos, tantas esquecemos. Um dia, porém, será mais fácil encontrar o silêncio sob as teias da ilusão.

Uma vida de dissipação só se encerra no momento em que sabemos que o tempo perdido não pode ser recuperado. Tempo que se perde é tempo perdido. Entretanto, as chances se renovam sempre, não há por que temer.

Sem dúvida, estaremos sempre no apoio com paciência e alegria, pois servir ao Senhor em nossos irmãos também é um caminho de oportunidades que se abre para nós a todo instante.

A alegria é genuína, a paciência é necessária. Não se diga outra coisa senão essa, porque cá estamos para trabalhar

Agora é hora de ficarmos em silêncio.

A luz à volta diz mais do que podemos dizer. Boa noite.



– Ivan

6.



Amanhã, quando surgir a oportunidade,

Será tempo de sorrir para o mundo

Do jeito mesmo que o mundo é.

Sem pressa, sem dor, sem reclamação.

Só olhar para o mundo como ele é.

Com amor nos olhos e silêncio na mente,

Olhando e agradecendo como numa

Respiração tranquila.



O mundo é o nosso campo de trabalho

E nossa oportunidade de servir, de amar.

O mundo é como deve ser.

Amanhã, quando surgir a oportunidade,

Não a perca

Por nada deste mundo.



– Taís

7.



Sabemos que estamos no caminho correto quando nos sentimos felizes. Porém é importante não confundir felicidade genuína com a excitação temporária da gratificação do ego. Se trilhamos o caminho como exercício de exibição, com o orgulho de quem se acha especial, aí estaremos apenas nos enganando. Muitos enganam, muitos são enganados – e todos esses enganam-se.

Separar o joio do trigo é uma habilidade que decorre da paciência e da absoluta sinceridade para consigo. As pedras do caminham machucam os pés descalços de quem se colocou a caminhar há pouco. Viajantes experientes sabem como pisar de forma a preservar os pés dos escolhos do caminho. Andemos ainda um bom bocado até que tenhamos a serenidade e a maturidade necessárias para escolher o trigo e descartar o joio.

As coisas corretas, as nobres escolhas, são também as mais simples. Não é difícil selecionar aquilo que presta em meio ao cipoal de mistificação: o que nos presta prestaria igualmente a uma criança – amor, bondade, um sorriso, um passo silencioso que a ninguém incomoda, um bom dia ao vizinho, a emanação de bons sentimentos a todo momento e na hora da prece. O bom também é simples. Curioso que seja preciso experiência para escolher aquilo que uma criança escolheria.

Não se preocupe com os detalhes, não nos cabe saber tudo no momento. A tarefa é corrigir os pequenos defeitos e as grandes áreas escuras do eu, tudo o que está dentro do seu alcance. Não é preciso saber se há vida nos outros planetas. É preciso amar o vizinho, só isso. E, antes, amar a si mesmo.

No silêncio da tarefa bem cumprida – simples que seja – está a porta para a compreensão maior dos desígnios de Deus. Quem é Ele? Para que defini-Lo? Ame a fonte infinita do Amor; não é difícil.

Estamos consigo, amigo. Fique na paz.



– C.

8.



As ondas da nossa emoção turvam o plácido lago da consciência.

As imperfeições da mente refletem-se na composição do corpo de carne.

A graça de Deus amacia as arestas da alma.

Nada está perdido para quem busca o amor.

Nada é impossível para quem está com Jesus.

O amor não pode ser represado.

Paz infinita.

Ainda que não pareça, estamos sempre aqui.



– C.

9.



Você deve primeiro se certificar que está pronto internamente para o trabalho, e estar pronto significa confiar que todo trabalho significativo não depende tanto das suas habilidades, mas da graça divina.

Estar pronto significa abrir-se para o momento de silêncio em que as respostas são dadas, como agora.

Sim, deve empreender o trabalho desde logo, mas sabendo sempre que não é você que está no comando. Siga um passo por vez, confiando nos espíritos que aqui te acompanham.

“Onde está seu coração, aí está o seu tesouro”, lembra-se? O medo, a insegurança não devem tomar parte no processo, assim como deve ficar de fora a vaidade. Os dois polos são manifestações de um mesmo fenômeno. As portas todas se abrem quando você entrega para nós a condução do trabalho.

As pessoas certas, os momentos certos, a indispensável viabilização física de tudo. De certa forma, o trabalho não é feito por você, por sua importância. É claro que há algumas habilidades suas que podem ser usadas, mas há outros com as mesmas habilidades, ao contrário do que pensa sua vaidade.

A oportunidade de trabalho é um favor que Deus nos oferece e não um favor que concedemos a Ele. Tudo é bem claro, e parece que as respostas já lhe eram conhecidas – e eram mesmo.

A sintonia entre nós não ocorre somente nos momentos que imagina. Ela é constante, desde que não interfira demais na conexão. Estamos aqui tentando conduzi-lo pelo caminho que traçamos juntos, só que muitas vezes seu orgulho atrapalha.

Agora relaxe, trabalhe com confiança, pois a responsabilidade não é sua.

Vamos repetir: a responsabilidade pelo êxito não é sua, assim como o mérito do que virá não é seu. Tudo é dado para ser compartilhado. O eu é só uma sobra incômoda que lhe impede de ver a verdade.

10.



Onde queremos chegar? A resposta está em nós, desde que saibamos nos abrir à ajuda que não cessa de ser oferecida. A responsabilidade é sua, no sentido de se colocar disponível. É de Deus, na essência, porque Ele é quem sabe o quão longe iremos. Basta estar presente e disponível. Não há limite para quem sabe servir.



– Tobias

11.



Há uma maneira antiga, automática, de se responder às coisas, e que se situa apenas na superfície do seu ser. A verdadeira resposta é muito mais profunda e tranquila, e se encontra no íntimo silencioso do seu coração.

Talvez você se espante com a discrepância entre a velha forma de responder aos desafios da vida e a voz tranquila da verdade, que jaz no fundo do seu coração.

Saiba que a primeira se enfraquecerá e dará lugar à verdade, conforme você caminhe com fé e segurança por essa estrada.



– C.

12.



Situações aparecem e logo o mar fica revolto. É preciso aprender a observar com certo distanciamento as coisas que acontecem, sobretudo aquelas que acontecem dentro, que levantam as ondas da emoção. Tristeza, revolta, ansiedade. O pensamento carregado de emoção agita-se. Deixe que passe, que estoure como onda. No interior, há sempre a âncora de que precisa.

13.



Destinos que se cruzam são sempre oportunidades felizes, embora amiúde tenhamos tornado essas oportunidades em enredos sombrios.

Complicamos o que é simples, agarramo-nos à cruz do sofrimento inútil. Não há sofrimento que precise ser justificado, que precise ser honrado em enredos sofridos de vida. Deixe agora os erros para trás.

O orgulho é o instrumento do suplício dos homens. Seria simples abrir mão dos erros, mas não, o orgulho nos cega. O sofrimento só tem utilidade na medida em que nos ensina que não nos precisa ser útil. A liberdade pode ser sua agora.

Andamos por aí como que cobertos de andrajos, com o coração abrasado, crendo que os erros sejam nossa identidade. Olhamos nosso corpo, os andrajos que nos vestem como se assim fôssemos. Erros são apenas erros, não são o que somos.

Nosso real problema é esse apego infantil aos erros, fazendo dele máscaras deformadas e ridículas que tomam momentaneamente nossa identidade. O fim do erro é a renúncia da falsa identidade.

Deixe o erro para trás, não se apegue a ele. Em breve, a luz levará todo engano, e seremos o que sempre fomos.



– C.

14.



Flores tão lindas

Flores de luz num vaso de pureza

Flores de perfeição em cada contorno

Num suave perfume

A vida é tão bonita

E as flores são para vocês

Aqui nesta mesa

Com o amor de todos nós



– Valquíria

15.



Há tempos vimos falando e repetindo as mesmas coisas, que são simples de se pronunciar e compreender, porém difíceis de serem colocadas em prática. Tuas mãos se movem e ainda assim não sabes bem o que fazer, porque não confias no que te é dito, repetidamente.

Se estás assim tão preocupado com teu bem estar, por que ainda ages de maneira a prejudicar a tua saúde? Se estás assim tão empenhado no desenvolvimento espiritual, por que ainda te apegas aos velhos padrões de desejo irrefreado? Durante a noite, será que sabes aonde vais? Será que sabes com quem andas?

Estamos aqui para impor uma agenda de trabalhos, mas precisamos da tua colaboração. O importante agora é estar aqui pontualmente, mas, mais que isso, é trazer a luz na consciência, evitando os erros que tens repetido.

O que chamas de prazer é dor, de fato. O que pensas ser liberdade é escravidão. O que achas estar compreendendo, muitas vezes, é um exercício de vaidade apenas. Achar-te melhor que os outros, mais espiritual, mais bem preparado, eis aí uma armadilha a se evitar com zelo.

Ainda que tenhas outros interesses conflitantes com a agenda que propomos, pensa novamente se queres colaborar conosco.

A psicografia te será mais fácil conforme te entregares à tarefa de coração puro e aberto. As ideias fluirão de tal forma que te parecerá ridícula a dúvida que antes tinhas. Não podemos adiantar muito mais do que isto: prepara-te com diligência, com cuidado, com fé.

O poder para superar os vícios e as deformidades de outras vidas que vieram se acumulando em teu perispírito te será dado, te é dado, de fato, desde sempre, porque não pedimos mais do que podes dar.

Tua disciplina é falha porque insistes em dar brecha aos velhos condicionamentos, às velhas práticas autodestrutivas. Alimenta-te bem, com aquilo que já sabes que te faz bem.

Se ainda queres saber de algo, aqui está: anda com cuidado, mas não com medo.

O caminho está aberto, é só colocar um passo à frente do outro. Tuas próprias mãos sabem apontar para o caminho certo. Tudo está tão claro agora que não tens mais como errar. Livra-te para sempre dos erros do passado e começa uma vida nova.



– C.



16.



Há muitas coisas a serem feitas ainda. Porém muitas também já estão em bom caminho. Uma base sólida de pureza e caridade é o que precisamos. Com esta base, todas as coisas a serem feitas assim serão realizadas. Simples é o que já sabem: vigilância. Continuem com o trabalho, sabendo que o trabalho começa e termina em nós mesmos. Caminhamos juntos. Estejam em paz.



– Camilo

17.



Pequenos gestos de carinho suavizam o dia a dia das interações humanas. Detalhes importam na construção de um dia feliz.

Esquecimento de si mesmo. Um carinho, uma ternura, a felicidade que nos chega realmente porque chega no sorriso do outro, o espelho que nos mostra a recompensa de agir corretamente.

Não é preciso grandes gestos. Pequenos gestos de carinho, é tudo o que basta.



– Uma amiga

18.



Me encontro aqui ao seu lado, querendo dizer menos, querendo mais compartilhar de uma atmosfera benfazeja. Quando corações se unem, as palavras não têm mais importância. A mensagem de alegria não se transmite por linguagem, se dá no espaço entre dois corações. A simplicidade é um tesouro tão precioso, se as pessoas soubessem... Nada significa tanto quanto um sorriso silencioso e cúmplice. Não falemos. O silêncio diz mais.



– Henrique

19.



Jesus está conosco todos os dias, que alegria maior há de haver?

Se nos preocupamos demais, perdemos a chance de vê-lo, silencioso, em nossa companhia.

Se perdemos tempo com nossa vaidade, com a imagem que queremos representar para os outros, deixamos de aprender com o Mestre que o que importa na vida é amar.

Em volta de nós, há um retrato vívido de nossos pensamentos, nossa contribuição para a atmosfera do mundo.

Trabalhar em cores belas, fazer de nós belas flores de luz neste mundo, é isso que o Mestre espera de nós, sorrindo.

Que alegria pode ser maior do que esta?



– Tadeu

20.



Desde a hora em que acordo, tento ver o que em volta de mim pode me ajudar. Às vezes, as pessoas que me cercam não sabem se portar de maneira correta, e eu me perco nessa situação.

Quando chega a hora de dizer algo, parece que as palavras não saem da maneira correta.

Quando a lua sai no céu, por exemplo, um silêncio grande se escuta à volta, e então eu sei que encontro novamente as coisas que procurava desde o começo do dia.

Quando sei desse momento, fico em paz e posso apreciar a beleza que sempre esteve ali e necessitava da luz da lua que lembrasse a luz da mente que havia se apagado. A beleza que me envolve é grande, eu só posso agradecer ao céu.

Quando novamente me deito, espero que o dia novo se estenda de outra forma. Mas o que sei da noite? Confio que tudo se ajeite.



– Colombina

21.



Com o coração cheio de alegria, agradecemos pelas experiências que a vida nos traz. Se são boas ou más, pouco importa. Importa que estejamos prontos e gratos para aprender com tudo o que nos acontece.



– Tobias

22.



A gota d’água

Cai silenciosa

Sobre o copo pela metade

Em pouco tempo, quando nos

Despercebemos,

Ele enche e transborda.

No segundo está a eternidade,

Mas ela só se percebe

Pela atenção perfeita.

A vida passa e segue,

O momento é sempre presente.

Cada linha desta mensagem

Já chega ao fim,

E ainda assim não

Há atenção necessária

Para apreender o que foi dito.

23.



Em dias em que a ilusão se faz maior, perdemo-nos nela, bruma que não nos deixa ver além de certo ponto.

São criações nossas que se refletem à volta, como que um ganho de experiência necessária, por isso plasmada ao redor. Sempre, porém, é possível interromper as experiências, encurtá-las com a consciência do aprendizado.

Repetições não são infinitamente necessárias. Repetições se repetem enquanto teimamos em não compreendê-las. Reclamação, resistência, o que foi comentado mesmo [durante o Evangelho no Lar], é o motor da repetição de experiências infelizes.

Mas, veja, que mesmo elas se fazem necessárias e são importantes para formatar a mente equivocada. Ela cria as situações que quer evitar para que aprenda a aceitá-las. Desta forma, vamos em frente, pisando nos espinhos referidos no texto [lido durante o Evangelho].

Chega o tempo também de calar os sapatos da inteligência que a experiência nos deu e andar sem medo pela estrada do mundo.



– M.

24.



Caminho por uma longa estrada deserta. Ao lado, não encontro quem me ajude. Quando aqui venho, encontro portas fechadas. Quero falar é não há quem me ouça.

Sei que devo continuar, não penso em parar. Quero encontrar algumas respostas, mas preciso ter paciência. De certa forma, só me cabe seguir até que o caminho se torne florido. Mas dói esperar.



– Lúcio

25.



Dentro da cabeça de cada um, a prisão que parece estar do lado de fora. Uma urna de sonhos e frustrações que projetamos sobre aquilo que chamamos de destino.

Cada um dos espinhos dessa vida foram plantados por nós mesmos. Tudo fruto da prodigiosa mente que Deus nos deu, e que ainda mal sabemos usar. Alguém aqui sabe como silenciá-la?

Seguimos pisando o chão que nós mesmos pavimentamos com nossas mentes destreinadas. Olhe em volta e veja o mundo que você mesmo construiu.

26.



Meu filho, coloca essa bondade e essa doçura na frente, coloca como escudo da tua vida, que ela é muito preciosa.

Fica atento sempre porque os obstáculos na vida nunca acabam. Fica firme e consciente, colocando na frente esse amor e essa doçura que você tem e que são muito valiosos, porque o amor cobre a multidão de pecados, como disse o apóstolo.

Não importa o que foi feito para trás, mas não caia de novo nos velhos erros.

Fica atento, consciente sempre, aos movimentos da consciência, e coloca essa doçura na frente, no trato com os irmãos, no trato com a vida. Se você soubesse a beleza que esse sentimento pode trazer ao mundo...

Ama, filho, é isso.

O amor é tão maior que todos os erros, não é preciso ter medo, o que você tem no coração é o bastante, filho.

Fica firme porque tentar derrubar eles tentam. Mas o escudo do amor é maior do que tudo isso, filho.

Suas preces, suas meditações, tudo é belo, tudo é importante. Fica com essa vibração ao longo do dia, que é isso que a luz espera de você.

Obrigado pelo cafezinho e pelo convite. Ficamos felizes com a velinha e a defumação, a preparação para a nossa chegada.

Faz isso também com o seu coração: prepara ele todo dia de manhã cedinho, limpa, defuma, deixa o amor entrar, e não vai precisar se preocupar com mais nada.

Fica firme que o trabalho aparece, já está aparecendo, você sabe.

Estamos aqui do seu lado, silencia e escuta. Teu anjo está contigo. Confia nele.

A nossa bênção e nosso carinho, pra fortalecer esse seu carinho, seu escudo e arma de luz para lutar por Jesus.

Fica com ele, filho.



– Pai Preto

27.



Estrelas que somos, seguimos nos caminhos deste mundo, em busca do brilho que nunca se perde, apenas se esconde sob a ilusão do pecado.

Andamos sempre, nunca paramos, adiante e adiante, até o dia em que não mais reste dúvida, só o plácido brilho do Amor que sempre aqui esteve.

A paz é a única realidade por trás do sonho de dor.



28.



Com todas as coisas que há para fazer no dia a dia, surge uma que se impõe urgente sobre as outras. A necessidade da caridade para com os outros e para consigo deve ser a base de todas as outras ações.

O mundo, as tarefas do mundo, se apresentam para nós não como tarefas que se encerram em si mesmas, mas como oportunidades de lapidarmos nosso próprio ser.

É comum que o homem entenda de maneira errada as situações de vida que a ele se apresentam, porque seu orgulho, suas concepções erradas, sua intranquilidade mental se interpõem no caminho.

A sua tarefa é distribuir amor pelo caminho, é ser a luz de caridade em meio à escuridão do mundo o que fazer será claro se você estiver na consciência correta, fluem as oportunidades sem interrupção àquele que se põe em posição correta.

Primeiro coloque o foco no coração amoroso. O resto lhe será mostrado.



– Natanael

29.



Devagar na estrada da vida, andamos com a certeza de que o espaço transcorrido por nossos pés são um empecilho não programado em nossa história.

A questão de fundo passa despercebida aos impacientes, recalcitrantes. Tudo muda num minuto, não é preciso ter pressa. Os minutos da caminhada não são menos importantes do que as horas, então saibamos caminhar.

A parte que nos cabe perceber, mínima que seja, está de acordo com aquilo que pedimos ao Pai, melhor confiar Nele. Ainda que hoje a neblina cubra o horizonte.

Nem rápido, nem devagar. No passo. Fé em todos os momentos.

Até sempre.



– Valdir

30.



Tantas vidas perdidas no mesmo erro. Tragédia que se abate sobre tantos seres: erros que se fortalecem ao longo do tempo, tornando-se rígido como aço, obrigando sua repetição contínua por tantas existências.

Cada um que procure em si os velhos erros conhecidos de tantos séculos, os algozes da consciência que dobra na dor da repetição. Nada – repito, nada – o obriga a retornar ao mesmo ponto. A escolha é sua em cada momento.

31.



Ama sem pedir em troca.

Anda sem reclamar dos espinhos.

Sorri para as dificuldades da vida.

A estrada há de recompensar o viajante sereno.





32.



Preocupar-se com a opinião dos outros sobre nós, embora algo difícil de se evitar, é mesmo uma tolice. Se não por motivo melhor, pela fato de que as pessoas não têm nenhuma ideia de quem sejamos de verdade.

Seus julgamentos, críticas e opiniões são sempre sobre um personagem que elas creem ser quem somos, uma caricatura de alguém que tem mais a ver com as projeções de quem julga do que com a verdade de quem é julgado.

33.



Quem disse que tua vida seja desta ou daquela maneira? De onde vêm certezas tão definitivas sobre tua situação de vida? Por que tanto julgamento? São perguntas que podem ser encaradas com um silêncio respeitoso e agradecido.

Simples, a vida. A vida brilha em pequenos detalhes que surpreendem o olhar. A vida é vagalhão de luz para quem sabe ver. Cada detalhe, cada ângulo para que se olhe, o retrato da perfeição em movimento.

A vida celebra o amor, é feita de amor, tessitura de amor. Luz e amor, paz e felicidade, por trás de cada momento, mostrando-se faceira a quem sabe ver.

Uma brincadeira tão bela que só o silêncio comovido pode contemplá-la.



– C.

34.



Deixe que os erros do passado no passado fiquem, não importa se ainda recentes em sua história. O passado não mais nos cabe. O momento presente é a oportunidade de fazer as coisas de maneira correta. Sigamos sem olhar para os erros. Coragem.



– Tobias

35.



Todas as vezes em que queremos escapar do eu, é o eu quem arma a armadilha, num quarto de espelhos, labirinto da vaidade, cada vez mais escuro conforme se avança.

A claridade está no centro da cabeça silenciosa. Abre portas, dilui paredes, encurta o tempo. Há sempre uma escolha que lhe é dada em cada momento: escutar os antigos impulsos autossuficientes ou aprender com o silêncio novas formas de ser e agir.

Fica mais fácil a cada decisão correta tomada. Em breve, agir no fluxo correto é a única escolha possível. Isso é felicidade, que não fica restrita àquele indivíduo, mas espraia-se em volta e modifica o mundo.



– Tadeu

36.



Quando olhamos para as coisas, temos sempre na frente dos olhos alguma lente, que colocamos ali sem, muitas vezes, perceber. E, com ela, deformamos as feições das coisas para satisfazer a mesma lente que aí colocamos, por força do hábito, pelos padrões de pensamento arraigados, por medo, por intranquilidade mental.

As coisas são como são.

Não cabe a nós colocar juízo sobre elas, porque esse é um exercício fútil e perigoso. Melhor deixar que o silêncio cubra nossos olhos, para observarmos apenas a perfeição de cada coisa que é.



– Tiago

37.



Quando venho, eu racho no meio o pau podre das falsidades que você guarda como se fosse tesouro.

Quando venho, eu queimo o acúmulo de erros do passado, purifico e transformo aquilo que já não se move mais.

Eu sou o movimento. A densidade não pode continuar a atrapalhá-lo se eu chego para lhe ajudar. Como no passado, continuo te amparando, trazendo as luzes purificadoras do plano mais alto.

Chego quando você me chama, consciente ou não, porque não ouço a voz do seu ego, mas o clamor da sua alma.

Venho agora, para limpar o caminho à tua frente, para liberar teu caminho do mau passo.

Quando venho, eu venho por amor, porque te amo, e nem eu nem você queremos mais a imobilidade que te paralisa no passado.

Agora as coisas mudam para melhor. Aproveite a chance.

38.



Quero voar e não posso. Imaginei que a morte seria a libertação do corpo, mas sinto o mesmo peso que me chumba ao chão da época em que eu vivia entre vocês.

Não foi fácil a passagem. O sofrimento parece não terminar. Puxam para baixo os erros de toda uma vida. A terra toda pesa demais pelos erros dos homens.

Há quem possa voar depois da morte, aqueles que trazem a leveza em seu interior. Aprendam conosco a se libertar do corpo antes de perdê-lo, como eu perdi, de uma doença provocada por mim mesmo.

Peçam por todos aqueles que os cercam. A prece é um sopro de leveza no peso dos nossos dias.

Rezem por nós. Todos queremos voar...



– Um irmão vosso

39.



A bondade de todos vocês que aqui se reúnem é algo belo de se ver.

Não importa dizer agora o quanto podem fazer, o quão afinados estão os instrumentos, importa dizer que estão no caminho certo.

É bonito ver a luz que flui por entre vocês; aqui, um ponto de luz no negrume do mundo, lugar fresco em meio às brasas do mundo

E isso se dá a partir dessa boa vontade que vocês trazem, algo singelo mas poderoso, que crescerá com o tempo se vocês assim o permitirem.

40.



Só o amor existe.

A falta de amor é apenas uma ilusão, tão frágil quanto uma sombra que o sol já expulsa. O amor é a verdade, a falta de amor não é real. É um capricho daqueles que condenam a si mesmos, que imaginam que devem sofrer, que têm essa ideia louca de que não são filhos de Deus.

Mas todos somos filhos de Deus, filhos da Luz. O resto é a ilusão que se desmancha com o sol do perdão. Perdão de nós para os outros. Mas perdão sobretudo de nós para nós mesmos.

Escolhemos hoje o perdão e a luz. Descansamos na firmeza doce do nosso coração luminoso.

41.



Onde está a disciplina necessária para as tarefas espirituais do dia a dia? A força de que necessitam está disponível de uma forma infinita, porque assim é o poder de Deus.

O problema é que vocês preferem tratar de seus próprios desejos, imaginando, mais tarde, que lhes faltou força.

O momento é de atenção máxima. Se a terra treme, tremem também os alicerces de quem enfraquece a si mesmo com ilusões e desejos que a nada levam. Portanto, amigos, atenção.

A força não faltará a quem dela precisa. Tudo será dado a quem quer reformar a si mesmo e trabalhar pela transformação do mundo agora em curso.



– C.

42.



O amor que dividimos multiplica-se infinitamente. Não há limites para o amor, pois ele flui sem cessar do Senhor deste universo.

É tão simples e, ao mesmo tempo, aparentemente complicado. Basta deixar que o amor flua por nós, mas nosso pequeno eu fecha a porta. E a troco de quê?

Se toda felicidade está na doação, deixemos que a porta se abra de par em par.



– Luís Roberto

43.



Depende de vocês a qualidade do trabalho aqui realizado. Depende de nós o apoio sempre presente para que tudo saia a contento. Um trabalho de mãos que se unem, uma parceria que dá frutos na medida em que nos dedicamos e afinamos nosso trabalho. Juntos estamos, juntos estaremos. Cuidem de cada detalhe, trabalhem com carinho e humildade. De nossa parte, estamos aqui.



– Teodoro / Tobias

44.



Para todos os que aqui estão, precisamos dizer que o momento é de dor para aqueles que ainda não podem ver a luz, que se aproxima do planeta por todos os lados, e que é de alegria para aqueles que conosco recebem esta luz.

Muitas batalhas teremos pela frente, a vitória, porém, é certa. Não esmoreçam, continuem trabalhando e guardem sempre a tranquilidade em seus corações, pois a luz é para aqueles que sabem ver além da escuridão.



– C.

45.



A suavidade nas mãos, somada aos bons pensamentos, é o melhor carinho que podemos dar aos nossos irmãos. Suave amor, suave paz, que espalhamos àqueles que aqui vêm, e com eles aprendemos a doar e a receber a suavidade e o amor infinito do nosso Pai.



– C.

46.



Admitir os próprios erros é sinal de que a correção está a caminho.

O trabalho não tem conclusão num horizonte próximo. O trabalho é contínuo; a atenção deve ser constante. Nenhuma pedra lapida-se em um instante.

Os erros podem incomodá-lo ao longo de anos e de existências múltiplas. Tomar consciência deles é o primeiro passo. Mas a cura só virá do trabalho constante, diário, paciencioso.

Com fé nos despedimos por ora. Que Deus os abençoe.



– João

47.



Tanto faz a opinião de quem quer que seja, tanto faz o que pensem de ti. Não cabe a nós julgar quem quer que seja, mesmo aqueles que porventura queiram nos julgar.

O valor de cada um é conhecido pelo Pai, e o valor de cada um é imenso aos olhos do Senhor.



– André

48.



Não há nada que não possa ser feito se houver determinação, de um lado, e humildade, de outro. Determinação para fazer o que é necessário para se tornar um bom instrumento. E humildade para saber que somos, sempre, apenas instrumentos da Luz.

No momento em que quisermos ter o crédito das ações, deixaremos de ser canal da Luz e ficaremos a sós na escuridão do nosso ego.



– Teodoro

49.



Antes de qualquer coisa, é preciso humildade e trabalho. Muitos pensam que o trabalho se resume ao atendimento fraterno dos que nos procuram, mas ele começa, sobretudo, consigo mesmo, no dia a dia, na vigilância dos pensamentos, no cultivo da pureza interior.

Sem isso, qualquer tentativa de ajuda será vã, porque o trabalhador não será mais do que outro doente que necessita de auxílio.

Atenção, coragem, firmeza, disciplina, humildade e oração são os pilares que farão de nossa casa um local de resgate a quem procura.

Não se esqueça. Trabalhe sempre, sobretudo consigo mesmo.



– Tomás

50.



Tantas vezes pudemos ouvir os bons conselhos, e, mesmo assim, falhamos em segui-los. Não basta pensar, saber ajuntar palavras, é preciso ação contínua no bem.

De nada adianta dizer-se espírita; as aparências, os rótulos humanos de nada servem.

A verdadeira bondade, a verdadeira doçura nasce com a ação, com a prática do amor, e, principalmente, com a humildade de saber deixar brilhar em si a luz do Senhor.



– Tomás

51.



A pergunta que inquieta a mente sempre pode ser respondida com facilidade.

Nós sempre sabemos a resposta correta, porque a resposta correta aponta para a tranquilidade. O problema é que, em geral, escolhemos as más respostas, aquelas que nos levam ao problema, pois ainda não entendemos que o que parece alegria acaba sendo tristeza, e o que parece liberdade, muitas vezes, é prisão.

A resposta, a escolha correta está sempre clara no silêncio da mente que não quer impor suas vontades.

52.



Ainda que nada ouças, o recado é dado.

Ouve. E trabalha com humildade.

De mais a mais, anda com pés

De algodão sobre a terra,

Com silêncio e respeito por todos,

E a recompensa será tua.



– C.

53.



De nada adianta tentar escutar por fora,

A verdade está sempre dentro.

Pura, simples, como água da fonte,

Refletindo a luz de Deus.

54.



A dúvida é parte da mente que não se dobrou ao comando do espírito. Se pensas que podes enganar a ti mesmo, de fato, podes, mas não para sempre.

No fundo, brilhando em silêncio, há sempre o farol da consciência, que segue firme embora haja o açoite das ondas do mar, mar revolto da individualidade, da insegurança, do desamor, enfim, da ignorância.

Precisas decidir qual deles és tu, e não é difícil encontrar a resposta. As ondas do mar ali embaixo não são nada. A luz do farol da consciência é teu ser real.

Resta a ti guardar o foco naquilo que é verdadeiro e deixar de lado a ilusão do egoísmo que devora. Ainda mais que estamos em época propícia de mudança para todos os que estão maduros o suficiente para entender que a hora é chegada.

Uma a uma, em seu tempo devido, as ilusões cairão por terra, e a luz da consciência, então, brilhará sem nada que a obstrua.



– C.

55.



Teríamos que analisar, primeiro, qual é o problema da existência. Não há outro sentido o de existir senão fazer da existência um bem a quem anda a teu lado.

Todo sentido que se busca na existência é tão cristalino que não cabe raciocínio sobre ele. Basta que se sinta.

Viver em harmonia e, mais ainda, levar a harmonia e o amor a quem puder. Eis aí tudo. Nada mais se poderá dizer.

Viver é amar, amar é viver. Tão simples e puro como a chuva tranquila desta noite.



– C.

56.



O ferro quente das experiências dolorosas na terra. Quem o colocou na brasa? Quem o carrega na mão?

A vida de cada um se dá por total responsabilidade de quem a vive. O fogo que aquece o ferro em brasa, em si mesmo, é benigno. Quem resolve marcar-se a ferro nas experiências da vida não poderá reclamar nunca dos desígnios divinos.

Nulas são as chances de quem espera que outro faça a tarefa que lhe cabe. Está nas mãos de cada um a decisão de deixar a dor para trás, caminhando para a luz.

Não há mais motivo para esperar pelo perdão que se deve dar a todos em quem pousar o nosso olhar.



– Amadeu Soares

57.



Servos da razão não são os mais apropriados a compreender o que é necessário. O conhecimento enciclopédico, a boa lábia não resultam necessariamente em uma melhor compreensão das coisas do mundo, tanto menos das coisas do além.

Se estiveres pronto, o que te cabe é, muitas vezes, calar, deixar que venha a ti a resposta para as questões mais pungentes da alma. Não há outro modo senão escutar. Então, escuta.

O que temos aqui a fazer é deixarmos de lado o foco estrito sobre nossa personalidade. O que temos, mais do que nunca, é que ampliar o olhar para os que sofrem, para os que cruzam nosso caminho, porque podemos assim ser fonte de sossego e remanso para os que carecem de descanso e amor.

As páginas da História já estão repletas de episódios infelizes, de grandes acontecimentos patrocinados pelo egoísmo mais puro. O que falta ao homem – agora e sempre – é deixar de lado a pequenez de suas concepções mesquinhas e abrir-se para o amor que lhe é de direito, e que, por ele, se espraia a toda a humanidade.



– Jacques Rinier

58.



Ondas de emoção chicoteiam as pedras do caráter. Para que tanta bulha? Serenai-vos um tanto ainda, porque o orgulho nada vos trará de bom.

Ainda que pareça tarde, tentai uma vez mais, e outra, e ainda outra até que as pedras da estupidez sejam lapidadas em brilhantes da alma. Qual a dúvida? Se não há dúvida, ponde-vos em marcha mais uma vez.

E aqui repetimos de novo o que temos dito, sempre, e mais uma vez. Os fracassos só nos reforçam a necessidade de seguir em frente. O caminho é longo, não duvideis. Mas ainda é tempo, sempre é.

O amor de Deus sempre está convosco. Paz a todos.



– Carmelo Dantas

59.



Humilde é aquele que vê o caminho abrir-se diante de si sem, entretanto, creditar a si o favor de Deus. A caminhada daqueles que são humildes é silenciosa e contínua. Não marcha destruindo canteiros, não se arvora a abrir espaços desnecessários. Caminha com Jesus quem caminha com pés leves e coração tranquilo pela estrada desta vida. Felizes os que assim o fazem, que já trazem no próprio coração a recompensa.

Amor, paz e silêncio com todos estejam. Agora e sempre.



– Augusto Luz

60.



Quem marcha em frente? Quem move as tuas pernas? Os fluxos da vida parecem misteriosos, mas são tão certos quanto a subida e a descida das marés. Só no fim poderemos ter a noção exata das voltas do caminho, por onde passamos e deixamos um pouco de nós, colhendo flores e espinhos em nossa passagem.

De tudo, porém, há que se ter certeza de que a caminhada tem destino certo. A paciência é saber dar tempo para que as flores surjam e murchem, tudo a seu tempo. Não há nada que fazer a não ser estar ali. Como antes já se disse, o rio corre por si, mas queremos apressá-lo ou retardá-lo devido a desejos e medos fúteis.

Confia, segue em frente. A quem não se furta o caminhar tudo acontece. Se sabemos de há muito que a mensagem é esta – e não é nova – pratiquemo-la, então.

Deus confia em nós, por que não confiaríamos Nele? A cada um o caminho que lhe cabe, sem pressa, sem medo. Estejam em paz.



– C.



PS - Mas a escuridão se rompe de uma vez com a chegada da luz…

61.



Meritosos aqueles que buscam o ajuste, ainda que tardio.

Todos são bem-vindos à câmara do amor, mas a maioria se demora na antecâmara do medo.

Quem bate à porta não deixará nunca de ser atendido, porém tantos se demoram do lado de fora, perdidos nas brumas da ilusão, sob o sereno da noite da dor, incapazes de dar a única coisa que se pede, um mero passo em direção à porta.

Não te espantes se aqueles que hoje batem à tua porta forem os mesmos que um dia a fecharam para ti. Mas não busques nunca o troco da vingança.

Abre e recebe com carinho aqueles que hoje se te apresentam, porquanto deles virão as oportunidades do teu reajuste. As causas, a história do passado, estas não mais importam.

O que sobra sempre é só o amor que podes dar hoje a quem o pede. Então vai à porta e deixa-os entrar.



– C.

62.



Até onde pode ir o homem de boa vontade e fé?

Com Cristo, a meta é a perfeição, e, pelo caminho, muitas flores se plantam e se colhem. Há, porém, uma necessidade do homem se perder pelo caminho. Necessidade ditada pelos erros passados, necessidade de corrigi-los por meio de experiências mais ou menos difíceis.

Perdem-se anos, décadas, vidas inteiras, porém nem tudo está perdido. Cada pedra no caminho servirá de suporte para o edifício do caráter construído pouco a pouco na senda do amor.

A necessidade do homem, então, passa a ser a de construir o caminho regenerador, de desmontar os desvios do percurso ou de usá-los para ainda assim chegar ao destino.

Crianças que somos, precisamos de nosso Pai, que sempre, sempre nos aguarda em cada passo dessa estrada. Tudo mais nos será dado no tempo certo.

Jesus caminha conosco, nós caminhamos com ele. Descansemos na certeza de um glorioso amanhã. Que a paz profunda esteja com todos aqui reunidos em nome do amor.



– C.

63.



Ainda hoje não será dia de entender, mas de lamentar as faltas passadas, os erros seguidos de vidas no egoísmo e no prazer que escraviza. Hoje é dia de ficar em silêncio e saber que o futuro será diferente a depender do que se faça no dia presente.

As margens do rio da vida são açoitadas ainda por ondas do passado. É preciso tranquilidade para observar os movimentos das águas sem interferir, sem entrar no movimento do erro.

A brisa de um novo dia tranquilo há de vir uma vez que chegue a hora da compreensão.

Hoje, porém, só nos resta esperar na fé e no silêncio que cura.



– C.

64.



Junta tuas mãos em prece, porque mais importante do que os fenômenos é o amor e a entrega a Deus.

Afasta de ti a vaidade da mediunidade e sê humilde em teu trabalho, pois é Deus quem tudo faz por intermédio de seus instrumentos.

Bons trabalhadores são aqueles que oferecem menos resistência à luz que por eles penetra. A tentativa de tomar o comando é a entrada do ego, que aí impede que o trabalho seja bem feito.

A prece, repito, é muito mais importante do que o fenômeno, e, a ela, todos podem recorrer. Neste sentido, todos são trabalhadores de Deus, desde que afastem a vaidade e se abram para a luz, que flui infinita naqueles que a sabem receber.

Aqui estamos convosco, trabalhando juntos pelo bem maior. Estejam todos em paz.



– C.

65.



Mamãe cuida de menina com todo o desvelo. Acolhe nos braços com um amor tão imenso que o medo se desfaz. Mamãe traz flores, traz luzes, não deixa que nada falte à menina. Mamãe cumpre seu papel, permite assim que se passe o que deve passar, mas de maneira tão suave e segura que a caminhada se enche de amor.



– Lúcia

66.



Tudo o que começa termina um dia. A vida na terra tem seu tempo, que pode ser modificado, mas que chega ao fim um dia. A vida continua, porém o fim da jornada na carne pode nos trazer o término de uma oportunidade de ouro.

Muito denso é o invólucro de carne; as aspirações do espírito são frustradas muitas vezes, porque é preciso aprender a manifestar no corpo denso as melhores aspirações de quando se está na erraticidade.

Erros se repetem tantas vezes, é doloroso, e parece que não aprendemos jamais. Não é assim. Aprendemos, mesmo que um tanto imperceptível, a cada dia vivido com honestidade para consigo e boa vontade para com nossos irmãos.

No final, vemos que muito caminhamos com o pouco somado ao longo do caminho. Por difícil que seja, caminhamos ainda, sempre em frente. Hoje é dia de somarmos alguns passinhos a mais em nosso caminho.



– Tiago

67.



Já sabemos as palavras. Saber com a cabeça não adianta de nada. O vento faz barulho na folha, mas é o silêncio da luz que alimenta a árvore.

As pessoas do mundo vivem na cabeça, são rádios tagarelas. Falando, reproduzindo discurso, roncando, chiando, fazendo barulho. A luz do silêncio é privilégio ainda de muito pouca gente.

Por isso, não adianta saber das palavras, não adianta colocar conceitos vazios. Só a realização profunda no coração silente é capaz de transformar vidas.

O recado para vocês, portanto, é mais silêncio e menos ruído inútil, mais prática e menos tagarelice doutrinária.

Ninguém está aqui para brincar, nem nós estamos.



– C.

68.



Súbito somos cercados por nossas piores ideias, que nascem da mente de quem as pensa e também daqueles que nos estimulam. Contraste entre bem e mal é uma necessidade deste mundo, é nele que treinamos nossa vontade. Sem a agulhada das sombras não nos esforçaríamos em buscar a luz.

Todos os que nos acompanham repartem conosco nosso destino, então sabemos que não estamos sós. Aprendemos juntos, todos somos mestres e alunos uns dos outros. Até aquilo que parece um mal marcha para a luz.

Seus equívocos são degraus da mesma escada que o faz subir. Cada coisa se ajeita aos poucos, e de longe olharemos para a perfeição e a beleza do caminho de quem não desiste de ir em frente.



– Teodoro

69.



Se pudesse falar, eu falaria. Mas me calam. Duas horas de espera, e me calam.

Tudo o que eu queria era poder dizer o que sinto quando me perco em minha própria loucura. Que vida é esta? Por que fico assim, aqui, perdido entre dois mundos?

Isso não poderia acontecer, não era esse o plano, não era o céu prometido nem o silêncio da inexistência. Então, o que me resta, para onde vou agora?

Se assim soubesse, eu faria o que me pedem, mas eu fico com medo da minha história.

São tantos erros, meu Deus...

Por favor, rezem por mim.



– Patrício

70.



Quem está ao teu lado é o irmão Paulo.

Não sabemos ainda o momento exato do teu trabalho, mas como disseste por certo ele virá. A espera pacienciosa é o que precisas e assim estás agindo com as bênçãos do Mestre Jesus.

Não sabes ainda o que fazer, mas já o sabes, sempre soubeste. A data é móvel porque é preciso que te prepares para o momento do trabalho.

Confiamos em ti, certos de que darás conta do que te é pedido, com as bênçãos de Deus, pois Dele é que vêm todos os talentos e todas as forças necessárias ao trabalho. O mundo maior debruça agora sobre ti para auxiliar-te na tarefa, confia em nós.

Que podes por enquanto fazer? O que já sabes. Trabalho, prece, vigilância. Esquecer-te para sempre dos erros passados para que não os repitas mais.

Tua irmã te manda abraço, saudosa, dizendo que cuida do teu pai e que eles estão bem.

Tua avó também sabe dos teus esforços de comunicação naquele dia. Estão todos contudo, sabem de ti, querem bem a ti.

O destino traçado antes de vires segue em boa conta, não te recrimines. Alguns desvios desnecessários ocorreram, porém nada foi comprometido.

Segue em frente multiplicando sempre a vigilância, porque, como te dizem as almas, a quem é dado também será cobrado. Segue em teu caminho ecumênico que ele provará seu valor mais adiante.

Não te canses de trabalhar, cuida do teu corpo para que tenhas saúde, e confia em Jesus que te ampara. Agora nos despedimos com o abraço fraterno de sempre. Não te escuses de trabalhar, e tudo dará certo.

Até, amigo.



– Paulo

71.



Sombras do passado escurecem quem fica invigilante. Não é à toa que as condições de vida espelham aquilo que plantamos no passado.

A solução está em vigiar a cada minuto as ondas que quebram sobre nossa mente de maneira automática. Há certos movimentos que não podem ser parados, e há muitos outros que podem perfeitamente ser evitados.

Não desdenhe de si mesmo porque temos em nós certamente as condições de lutarmos e vencermos os desafios que nos são colocados. Se nós próprios os criamos, nós mesmos poderemos abatê-los.

Conforme vieram à sua vida, observe, primeiro, e, depois, não deixe de agir, não adie aquilo que deve ser feito. E o que deve ser feito só é feito no momento presente, não há nunca um “amanhã”.

O momento presente é aquele em que você escolhe para si o céu ou o inferno que tem como potencialidades dentro de si. Como vimos dizendo muitas vezes aqui, a solução é simples e é tomada quando você se decidir por ela.

Se às vezes lhe parece a repetição de um drama sem fim, é porque este é o “agora” que você escolheu.

O agora é “sem fim”. O drama se estende até que você possa entender que pode descartá-lo. Só assim se conformará à sua frente o “destino” que foi escolhido por sua decisão no momento presente. O resto é só um sonho que se repete para que você uma hora desperte.

Se aqui falamos isto é para o seu bem, Não queremos impor nada que não seja proveitoso, porém, quando a maturidade chegar com a repetição do sofrimento, não necessitará ouvir mais os mesmos recados e poderá andar com as próprias pernas.

Se antes não havia quem o amparasse, agora há, então descanse.

Paz, irmão. Jesus está consigo.



– Demétrio Cavalcanti

72.



Queria estar com vocês hoje para lhes dizer que os amo.

A vida é curta na carne e tantas vezes perdemos a chance de amar, o que é, ao mesmo tempo, nossa tarefa e nossa alegria maiores.

E por quê? Por causa da ilusão triste do ego, pela vaidade que também é insegurança, pela insegurança que também é vaidade.

Tudo se acaba quando menos esperamos e, do outro lado, percebemos a bobagem de ter valorizado o que não tem valor, de ter prezado um punhado de ilusões sem sentido.

Por isso, digo a vocês que os amo. Peço que se amem porque é esta, e não outra, a tarefa e a alegria da vida.

Abraço fraterno.



– Um amigo querido de vocês

73.



O trabalho com Jesus é uma bênção difícil, às vezes, de avaliar quando estamos presos às engrenagens da vida material.

Um dia, a vida material parecerá um sonho, e a vida com Jesus, a verdadeira existência. Mas, por enquanto, nem sempre é fácil perceber.

Confiar e trabalhar sempre, isso é o que pedimos, para o que é real fique claro, e para que as ilusões se dispersem.

Trabalhem e confiem.


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